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Superação da violência


São altíssimos e alarmantes os índices de violência entre nós. Dados publicados pelo Fórum Brasileiro de Segurança, divulgados em 30 de outubro de 2017, documentam 61.619 mortes intencionais e violentas, em 2016. Significando que foram assassinadas sete pessoas por hora.

          O aumento desses índices preocupa a Igreja. Por esta razão, estamos sendo conclamados para, durante a Quaresma, com a Campanha da Fraternidade, tomarmos consciência dessa guerra fratricida entre nós, que tem tirado a vida de pobres inocentes.

          A violência se caracteriza pelo uso intencional da força contra si mesmo, contra outra pessoa ou contra um grupo de pessoas, o que pode resultar em danos físico, psicológico, sexual ou morte. A partir dos direitos fundamentais da pessoa humana, a violência desdobra-se a partir de todos os atos de violação dos direitos civis (liberdade, privacidade, proteção igualitária), sociais (saúde, educação, segurança, habitação), econômicos (emprego e salário justo), culturais (manifestação das formas culturais do povo) e políticos (participação na construção da democracia, voto).

          As causas da violência são várias. Vão desde os desarranjos pessoais e chegam as desigualdades sociais. O sistema econômico-social que está implantado em nossa terra gera muitas desigualdades entre as pessoas. As desigualdades produzem violência, pois negam elementos essenciais de bem estar e de desenvolvimento total para a maioria da população. Negando elementos essenciais para a sobrevivência, ocorremos em injustiças sociais, exclusão, violência e morte de pobres descartados. Quanto maior a vulnerabilidade pessoal e social, maior serão os índices de violência.

          A superação da violência compromete-nos a todos. Exige ações amplas e pontuais por parte dos poderes constituídos e das organizações não governamentais, como por exemplo, as Igrejas, chamadas a construírem a cultura da paz e da solidariedade. O lugar primeiro para o exercício da paz, ou melhor, a primeira escola da paz é a família. É aí que cada pessoa aprende a relacionar-se bem com o outro. A família é a escola fundamental onde devemos aprender exercícios de fraternidade, de acolhimento das diferenças, de diálogo e de paz.

Pe. Júlio Antônio da Silva


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