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O cuidado com todos e com tudo


        Por mais que tenhamos “evoluído”, a sociedade pós moderna tem mostrado pouco cuidado com as pessoas, transformou-as em mero objeto de consumo. Rápido olhar ao nosso redor faz-nos enxergar um tantas pessoas jogadas na miséria, feitas descartadas. Infelizmente, as relações básicas interpessoais foram substituídas por uma febre consumista de aquisição de coisas, de bens perecíveis. Apesar de um ambiente meio obscuro e sem sentido, ainda é possível ver “no fim do túnel” uma esperança para a vida humana e a para a vida do planeta como um todo. Surgem preocupações de aqui e de acolá para o cuidado com todos e com tudo.

        O cuidado é o que dá suporte para vida. É ele que encontramos os princípios éticos na construção e na defesa da vida. Nele identificamos os princípios, os valores e as atitudes que fazem da vida um bem-viver. No cuidado encontramos a ética do reto agir, em vista do bem para todos e do bem do universo.

        Prestando atenção na natureza, vemos que esta se cuida. Por exemplo, no inverno as plantas parecem secar, economizando energia para suportar o frio. Na primavera, explodem de vitalidade. Estes são alguns pequenos sinais do princípio do cuidado, que aponta-nos para uma lição de um outro princípio, o da harmonia e do equilíbrio cósmicos.

        E nós, os humanos, onde buscamos nossos princípios de harmonia e de equilíbrio? Em nós tudo passa pelo pensar e pelo amar. A razão e o coração. Isto significa que somos mais que instintos brutos, sem forma, sem sentimento. Nossa razão inteligente ou nossa inteligência racional é capaz de buscar o caminho da harmonia, o caminho de correção de rotas torpes...

        Junto com o uso da razão, há outros mecanismos básicos na construção da harmonia e do equilíbrio, que chamamos amor e amizade. Ingredientes necessários para estabelecermos relações de cuidado consigo, com os outros e com tudo aquilo que existe. Tanto o amor como a amizade não existem naturalmente ou forçosamente. Ambos devem ser construídos na convivência humana e fraterna. Nascem a partir de um olhar misericordioso pelo outro, pela outra. Vendo-os não como meros concorrentes. Mas como parceiros. Isto é, o outro, a outra é parte de minha pessoa. Por tal, volto-me a ele e a ela para captar o que lhe dói, colocando-me à sua disposição naquilo que lhe é necessário para que seja mais comigo. A isso chamamos de amor evangélico. O amor pedido por Jesus Cristo a todos nós seus seguidores.


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