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Leigo não é Ignorante - II


Em se tratando das coisas da Igreja, o leigo e a leiga constituem a grande maioria do povo de Deus. Aliás, são a maioria dos membros da comunidade eclesial. Compartilham com a hierarquia a responsabilidade pela construção do Reino de Deus, segundo vocação própria. São os leigos e as leigas que constituem as famílias em cujo seio se renova o milagre da vida e se perpetuam as gerações. São eles os agentes de transformação fora do templo, nos organismos intermediário da sociedade, nas organizações não governamentais, nas associações, nos sindicatos, nos partidos, nos conselhos paritários... Estes espaços constituem o altar e a verdadeira “sacristia” dos fieis não ordenados padres, nem diáconos, nem bispos, nem feitas freiras.

          O Concílio Vaticano II, o novo Pentecostes da Igreja nos tempos modernos e pós-modernos, interpela os fiéis não ordenados a viver sua vida cotidiana como responsáveis primeiros do campo social e político “como expressão dos compromissos de sua fé” (Gaudium et Spes, 62). Há uma síntese bem feita da ação dos leigos e leigas num documento da Congregação para a Doutrina da Fé, de 22 de março de 1986, sobre “a Liberdade cristã e Libertação”, que diz:   “Não compete aos Pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social. Tal tarefa faz parte da vocação dos leigos, agindo por sua própria iniciativa, juntamente com seus concidadãos. Eles devem realizá-la, conscientes de que a finalidade da Igreja é difundir o Reino de Cristo para que todos os homens sejam salvos e que, por eles, o mundo seja efetivamente ordenado a Cristo.

A obra da salvação aparece, pois, indissoluvelmente unida à missão de melhorar e elevar as condições da vida humana neste mundo.

A distinção entre ordem sobrenatural da salvação e ordem temporal da vida humana deve ser vista ao interno de um único desígnio de Deus, o de recapitular todas as coisas em Cristo. É por isso que, em um e outro campo, o leigo, ao mesmo tempo fiel e cidadão, deve deixar-se guiar constantemente pela consciência cristã.

A ação social, que pode comportar uma pluralidade de caminhos concretos, terá sempre em vista o bem comum e será conforme à mensagem e ao ensinamento da Igreja. Evitar-se-á que a diferença de opiniões prejudique o sentido da colaboração, conduza à paralisia dos esforços ou produza desorientação no povo cristão.

A orientação dada pela doutrina social da Igreja deve estimular a aquisição das competências técnicas e científicas indispensáveis. Ela estimulará também a busca da formação moral do caráter e o aprofundamento da vida espiritual. Fornecendo princípios e conselhos de sabedoria, essa doutrina não dispensa a educação para a prudência política, indispensável para o governo e gestão das realidades humanas” (80).


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