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Leigo não é ignorante - I


Há palavras que perdem seu sentido original e passam a significar outra coisa. Assim, a palavra leigo, que, originariamente, na língua grega, significa “povo”, passou a designar aquela pessoa que não possui conhecimento em alguma área. Falamos: “o fulano é leigo em medicina” para dizer que alguém não sabe nada, isto é, é um ignorante de medicina...

Dentro dos conceitos de nossa religião, o termo leigo continua tendo seu valor original. Para nós, leigo é uma atribuição dada a um membro da Igreja que não é padre, nem freira, nem frei, nem diácono, nem bispo. Leigo e leiga é a pessoa batizada, que assume seu lugar insubstituível na vida e na organização da Igreja e nas realidades plurais da vida humana. A esta multidão de homens e de mulheres, marcados pelas graças do Batismo, da Crisma e da Eucaristia, a Conferência de Aparecida designou-os de “verdadeiro sujeito eclesial” (DAp, n. 497 a). Antes de Aparecida, o Papa Paulo VI, numa grande convocação ao empenho na tarefa evangelizadora da Igreja por parte do laicato, disse: “A sua primeira e imediata tarefa não é a instituição e o desenvolvimento da comunidade eclesial – esse é o papel específico dos pastores – mas sim (...) o vasto e complicado mundo da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos mass media e, ainda, outras realidades abertas à evangelização, como sejam o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento” (E.N., n. 70).

É uma pena quando nossos leigos e leigas acham que são Igreja só quando realizam tarefas estritamente litúrgicas, vivendo a vida eclesial como se fossem unicamente “ratos de sacristia”. A missão dos leigos e leigas vai além do templo, além da sacristia. O altar do leigo é o mundo e o submundo, necessitados de pessoas que dão um novo sabor à vida; que sabem discernir a caminhada à luz de uma ética que defende a vida e a pessoa humana, sobretudo as mais fragilizadas por sistemas contrários à vida humana e que fazem o maior esforço para que a mensagem de vida e libertação de Jesus de Nazaré cresça mais e mais.

À organização combativa dos leigos e leigas chamamos de laicato. Um laicato corresponsável e organizado oferece ao mundo a possibilidade de gestar uma nova humanidade.

                                                                                                                                                 Pe. Júlio Antônio da Silva


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