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Igreja em Missão


             Para os católicos, outubro é considerado o “Mês das Missões”. Para nós que vivemos dentro de um contexto religioso pleno de meios e instrumentos para a vivência da fé, o “Mês das Missões” é um chamado para um profundo exame de consciência em relação a tantas comunidades, aqui mesmo no Brasil, que carecem de tantos meios necessários para a construção da Igreja viva.

            Missão e evangelização constituem a essência da Igreja. A missão é a forma maior do seguimento a Jesus. Seguir Jesus Cristo é colaborar com ele na salvação libertadora das pessoas e do mundo. Colaborar com Cristo, antes de tudo, é atuar como ele, com seus critérios, suas atitudes de vida e suas opções.

            A prática missionária de todos os batizados é conseqüência da vida em Deus; da busca continuada e perseverante de conversão; do amor ao próximo, especialmente do amor preferencial aos abandonados e descartados da sociedade. Essa prática faz nascer o espírito missionário da Igreja. Leva-a a olhar além de si. E contemplar a quantidade de homens e mulheres que ainda não partilham da “vida em abundância” oferecida a todo ser humano. Que Boa Nova anunciaremos para os descartados, nossos pobres moradores de rua, para nossos dependentes químicos, para nossa juventude, para os batizados, mas não engajados na comunidade eclesial?  Com certeza será a mesma e única Boa Notícia trazida por Jesus Cristo.  Porém,  não poderá ter a mesma forma de anúncio para aqueles que já estamos engajados na vida eclesial. Nessas situações concretas, para “esses rostos sofredores que doem em nós” (Cf. Documento de Aparecida, 8.6), devemos encontrar uma metodologia própria, que parta das situações concretas em que vivem esses irmãos e que os faça sujeitos da evangelização e da promoção humana integral.

            A tarefa missionária coloca-nos, também, diante de uma atitude necessária para o cristão engajado: a desinstalação. Isto é, nenhum cristão pode achar que, ao seu redor, está tudo bem ou tudo acabado. O discípulo-missionário vive uma santa tensão entre aquilo que está feito e o muito que há por fazer.  É um inconformado com certas situações que vive o mundo. Por isso, criativamente, busca seguir o Mestre, somente a ele,  e possibilitar a outros essa mesma experiência.  Esta atitude cria homens e mulheres  seguidores fieis de Jesus Cristo, abertos a novos métodos e expressões da missão evangelizadora, sem medo de possibilitar a outras pessoas a feliz experiência de Deus, na Igreja. Para tal, de um lado, somos convocados a ter um coração fiel aos compromissos assumidos. De outro, um coração desapegado e livre, que possibilite o engajamento de mais e mais trabalhadores e trabalhadoras do Reino de Deus.                                                                                                                                                                                                                                      

Pe. Júlio Antônio da Silva


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