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HONRAR PAI E MÃE


                                                                                                     HONRAR O PAI E A MÃE

    Dos 10 mandamentos, o quarto remete-nos à necessária harmonia da família: Honrar pai e mãe. O Mandamento não trata apenas de defender o pai e a mãe. Vai além. Trata de garantir vínculos de reciprocidade, de afeto e de respeito naqImage titleuela instituição que é a base da base da sociedade, a família.

          Honrar pai e mãe é um mandamento que tem suas repercussões no núcleo base da vida humana, mas também no conjunto mais amplo da vida social-comunitária. Honrar é respeitar aqueles que nos geraram. É ter um afeto sadio a eles. E, extensivamente, aos avós, aos antepassados e aos irmãos, nascidos dos mesmos pais ou adotados. O Catecismo Católico vai mais longe. Lembra do desdobramento que este mandamento tem: “Estende-se, enfim, aos deveres dos alunos para com seu professor, dos empregados para com seus patrões, dos subordinados para com seus responsáveis, dos cidadãos para com sua pátria e para com os que administram ou a governam” (CIC, 2199).

          Na Bíblia, o quarto mandamento contem promessas da parte de Deus. Aliás, é o único que contém promessas divinas: o perdão dos pecados, o atendimento das preces feitas ao Senhor, a harmonia futura, o prolongamento da vida e outras (Cfr. Eclo 3, 1-16).

          Na ordem do Decálogo, os três primeiros Mandamentos dizem respeito à nossa postura para com Deus e as suas coisas. De imediato aos três primeiros, no quarto, o Senhor determina a honra ao pai e a mãe. Significa que a honra, o respeito, o afeto e carinho para com nossos progenitores ligam-se a algo sagrado. A honra aos pais  liga-se à honra, ao respeito, ao amor reverencial que prestamos ao próprio Deus...  

          O individualismo crasso que anda disseminado por aí leva muitos filhos a esquecerem daqueles que os geraram. Como é triste ver pais e mães abandonados e filhos e filhas que não lhes “dão a mínima”. Nem ousam dar um alô por meio dos tantos recursos midiáticos que hoje dispomos. Quantos pais e mães abandonados. Pais e mães órfãos de filhos e filhas.

          É claro que o jeito da família ser não é o mesmo de uns tantos anos atrás. Mas é também claro que os personagens da família continuam os mesmos e têm sua tarefa insubstituível: Criança nasce de um pai e de uma mãe. Pai continua sendo pai. Mãe continua sendo mãe. Filhos continuam sendo filhos. Por isso, ainda é necessário garantir e preservar os belos vínculos do núcleo básico da sociedade: cumplicidade, amor, carinho, afeto, perdão, honra, respeito etc., para que sejamos pessoas, as mais normais possíveis.

Pe. Júlio Antônio da Silva


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