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Homem que é Homem, engaja-se na Igreja!


     Em se tratando da vivência engajada da fé, nem sempre se verifica um empenho igualitário de homens e mulheres em nossas comunidades. Normalmente, em maior número, as mulheres assumem mais frentes na evangelização que nós, os homens. Quantas mulheres atuam em nossas equipes de liturgia? Quantos são os homens? E na catequese? E em nossos grupos ambientais de reflexão e oração? São, em sua maioria, compostos de mulheres... Nos trabalhos eclesiais, é visivelmente percebida a diferença numérica entre os dois sexos. Será que os homens não nos sentimos “tocados” pela graça do chamado do Mestre? Ou temos vergonha de expressar visivelmente nossa fé? Ou queremos fazer transparecer o ranço histórico-cultural do chamado machismo?

     O sonho de Deus é ver homem e mulher, suas criaturas mais queridas, em perfeita harmonia, apesar das diferenças. Afinal de contas, ambos procedem do mesmo princípio inicial. Dotados de sentimentos e razão. Corpo e alma. Ambos são um corpo espiritualizado e uma alma incorporada. São feitos à imagem e semelhança do Criador. Desde este ponto de partida, devemos falar de uma sadia complementaridade entre os sexos opostos. É o sentido da afirmação do Documento de Aparecida: “A relação entre a mulher e o homem é de reciprocidade e colaboração mútua. Trata-se de harmonizar, complementar e trabalhar somando esforços. A mulher é corresponsável, junto com o homem, pelo presente e futuro de nossa sociedade humana” (AP. 452).

      Se homem e mulher procedem da mesma essência e são chamados à corresponsabilidade em tudo, cabe a nós homens rever o porquê de nossa ausência em frentes sociais e eclesiais. Afinal de contas, ambos somos “do mesmo barro”; somos chamados à mesma sorte; somos intimados a construir o mundo melhor e, na qualidade de cristãos, convocados à mesma e única missão evangelizadora.

    O Episcopado Latino Americano e Caribenho, em Aparecida, reconhece que “uma porcentagem significativa deles (homens)... se mantém à margem da Igreja e do compromisso que nela são chamados a realizar” (AP. 461) e propõe algumas pistas e diretrizes para o engajamento dos homens na ação pastoral da Igreja, especialmente na organização paroquial. Eis algumas:

- Favorecer reflexão e um belo anúncio sobre a vocação que o homem é chamado a viver no matrimônio, na família, na Igreja e na sociedade.

- Denunciar a mentalidade neoliberal que vê no homem-pai um instrumento de produção e ganância, delegando-lhe, quase que exclusivamente, o papel de mero provedor.

- Favorecer na vida da Igreja a ativa participação dos homens (Cf. AP. 463).


Pe. Júlio Antônio da Silva


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